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Tema
em Foco
- Ensinamentos
do Mestre Ryuho Okawa
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Felicidade
-- ajudar os outros -- cultivar uma safra -- aptidões -- força
mental
Excerto de As Leis da Prosperidade Capítulo 3
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Como
Cultivar a Prosperidade
Uma vida próspera através do espírito de servir
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Revista Happy Science
Ciência da Felicidade - Edição 191
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A Felicidade Não
Pode
Existir Somente para Um
Uma questão que eu gostaria de levantar quando se trata de alcançar a
prosperidade é a importância do “espírito de servir”.
Atualmente,
muita gente se esquece do altruísmo. Do mesmo modo que muitos descuidam
do instinto de fé, não falta quem se esqueça do tipo de existência que
nós somos e viva unicamente pensando em si mesmo para satisfazer próprio
ego.
Essas pessoas
pensam que dedicam a vida somente para serem felizes, mas, infelizmente,
elas não percebem que a sua própria felicidade está interligada à felicidade
da sociedade como um todo.
Alguns encaram
a vida como uma batalha para sempre levar vantagem em relação aos outros.
Pensam que, se pegarem uma fatia apenas um pouco maior do bolo, a parte
dos outros não encolherá tanto. No entanto, acham que se os outros pegarem
um pouco mais, a sua parte vai diminuir. Portanto, tentam pegar o máximo
que podem para não levarem desvantagem.
Entretanto,
tais pessoas somente conseguem enxergar a metade do que a vida signifi
ca e desconhecem a outra parte. Você não poderá obter a felicidade somente
para si nesta sociedade terrena. Isso é impossível porque a felicidade
das pessoas está estreitamente ligada à felicidade da sociedade como um
todo. Quando o resto da sociedade se acha nas profundezas do sofrimento,
o indivíduo não tem a menor possibilidade de conhecer uma felicidade duradoura.
No entanto, quando toda a sociedade passa por um período de grande prosperidade,
o indivíduo pode se benefi ciar disso sem fazer muito esforço. O destino
de cada pessoa pode variar, mas, de modo geral, a felicidade ou infelicidade
da sociedade está ligada à felicidade ou infelicidade de cada um.
Se
as pessoas se preocuparem exclusivamente consigo mesmas, seus interesses
acabarão colidindo, produzindo confl ito, competição excessiva, gerando
desânimo e fracasso, resultando num mundo de dor. É isso, que no fi m,
dá origem ao mal. A origem do mal é simples: ele se deve às pessoas que
só sabem pensar em si.
Aqueles que
compreendem que a própria felicidade e a felicidade da sociedade são uma
só, sabem que a sua felicidade proporcionará um bem-estar à sociedade.
Por sua vez, a felicidade da sociedade também lhes proporciona felicidade
pessoal, por isso eles são incapazes de praticar o mal. Ao contrário,
aqueles que pensam que a própria felicidade só é possível à custa dos
outros – como na luta pela fatia maior do bolo, na qual um ganha e o outro
perde – são do tipo de pessoas fadadas a trilhar os caminhos do Inferno.
Ajudando os Outros,
Ajudamos a Nós Mesmos
Assim, que tipo de vida devemos levar para realizar tanto a nossa felicidade
quanto a dos demais?
O fator comum
da nossa felicidade pessoal e a dos outros é o altruísmo: é servir. O
segredo da prosperidade pessoal e da prosperidade de toda a sociedade
é levar a vida tentando contribuir para o mundo e ajudar os demais.
É simplesmente
impossível ser feliz sozinho enquanto o resto da nação ou da sociedade
não o for. É a mesma coisa que uma pessoa descontente com o salário que
recebe desejar a falência da empresa em que trabalha. Ora, se a empresa
falir, ela vai perder até mesmo esse salário, por mais baixo que seja.
Não
obstante, muita gente se mostra incapaz de entender isso. Seja no âmbito
individual, seja no de uma empresa, seja no de qualquer outra instituição,
é necessário cultivar o espírito altruísta de servir, procurando auxiliar
o máximo de pessoas possível. É através dessa generosidade que se pode
harmonizar a felicidade individual com a do grupo.
Um sinônimo
de serviço altruísta é “amor”. O amor, quando se expressa em trabalho,
transforma-se em serviço altruísta. Se aumentar o número de pessoas de
coração generoso, que desejam unicamente ser úteis aos seus semelhantes,
através do próprio esforço, nós veremos a criação do Paraíso na Terra.
Em outras palavras, essa é a verdadeira forma da prosperidade.
Se considerarmos
o que é necessário para alcançar a prosperidade, temos de reconhecer a
importância extrema do serviço abnegado. Até mesmo no nosso trabalho individual,
nós precisamos levar sempre em conta o que é melhor para a sociedade.
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Se aumentar o número de pessoas de coração
generoso e que desejam unicamente ser úteis aos
seus semelhantes, através do próprio esforço,
nós
veremos a criação do Paraíso na Terra.
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A nossa felicidade
pessoal proporcionará felicidade àqueles que vivem a nossa volta, e a
felicidade dos outros signifi ca a nossa própria felicidade: essa é a
melhor forma de felicidade.
Mais dicas: criação
de capital para o sucesso
Outra
questão que gostaria de levantar é sobre a importância de se possuir capital
para ser bem-sucedido.
O
Capital do Sucesso:
assim como o broto cresce e fl oresce a partir de um bulbo ou
o talo brota da nutrição concentrada da batata-doce, assim também germina
o sucesso a partir do capital. Todos precisamos trabalhar esforçadamente
para criar esse capital.
Poupando
seu próprio dinheiro:
para iniciar uma empresa, você precisa de capital. Precisa
de dinheiro, e não vale a pena tomá-lo emprestado de outrem; pelo menos
uma parte dele deve ser sua. Quem não valoriza o dinheiro difi cilmente
avança na vida.
Para saber
se um negócio terá sucesso ou não, basta averiguar se o proprietário,
que teve um negócio semelhante, trabalhou arduamente para ganhar o dinheiro
que possui, se economizou parte dele e se essa poupança cresceu ano após
ano.
Por outro lado,
quem depende de empréstimos e faz compras com o cartão de crédito antes
de ganhar o sufi ciente para pagar a despesa, sentirá difi culdades em
obter sucesso. Esse tipo de pessoa precisa primeiro aprender o hábito
de poupar. Aqueles que não têm vontade de formar um capital próprio, difi
cilmente serão bem-sucedidos, mesmo que abram uma empresa.
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No futuro, o conhecimento será um tipo
de negócio. Do mesmo modo que a terra fértil
produz boa safra, o conhecimento será como um
campo do qual será possível colher muitos lucros.
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O
Acúmulo de Conhecimento:
outra forma importante de capital no qual se baseia os negócios
é a “sabedoria”. Nem é preciso falar sobre a importância do conhecimento.
Hoje em dia,
não é difícil possuir uma enciclopédia, e muita gente a possui. Ao ler
uma enciclopédia, podemos aprender coisas que nem o maior gênio teria
imaginado cem anos atrás. Ela está repleta de conhecimento que nenhum
gênio do passado podia ter. Assim é a época em que vivemos.
No futuro,
o conhecimento será um negócio. Do mesmo modo que a terra fértil produz
boa safra, o conhecimento será um campo do qual será possível colher muitos
lucros.
O conhecimento
é um ativo valiosíssimo, e nós devemos obter o máximo de informação importante
e útil. Tomando como exemplo a administração de uma empresa, digamos que
você está diante de um problema e não sabe o que fazer. Toma uma decisão,
mas uma decisão errada e, assim, acaba em situação pior ainda. No entanto,
talvez haja um livro de administração de empresas que você começou a ler
outrora, mas não terminou, e justamente na parte que não leu está a resposta
para o seu problema atual. Quando se trata de administração de empresas,
são muitas as coisas que não se pode entender sem um conhecimento especial.
Quem sabe a resposta não erra, mas quem não sabe, acaba fazendo uma avaliação
amadorística da situação e arrisca errar.
Porém, muitos
problemas que o empresário enfrenta já foram vividos por outros, e quem
estuda o que eles escreveram consegue superar as difi culdades sem cometer
erros. Este é um ponto importantíssimo.
Aprimorar
as Aptidões:
As aptidões são outra forma de capital.
O conhecimento
é decisivo para quem trabalha intelectualmente, mas muitas outras pessoas
vivem de suas aptidões, técnicas, habilidades ou capacidades. Por isso
digo que as aptidões são outra forma de capital.
Manter-se
em forma:
Outra
forma relevante de capital é a força física. No mundo há trabalho de todos
os tipos, mas, sem vigor, ninguém tem sucesso em nenhum deles.
Embora o estudante
precise estudar o máximo possível, se não tiver certa quantidade de força
física, ele não consegue executar um bom trabalho em um prolongado período
de anos. A força física é uma forma de capital, um ativo importante, e
vale a pena reservar tempo para construí-la.
A força física
é difícil de conservar, por mais que a gente tente, ela não tarda a se
exaurir. Quando isso acontece, é preciso trabalhar para recriá-la.
Força
mental:
Ser mentalmente forte é outro ativo. Mesmo que tenha conhecimento
e vigor, sem força de vontade a pessoa não impressiona muito e não consegue
ter grande sucesso. Pode ser um ótimo aluno e tirar nota máxima em todas
as matérias, mas se ele for do tipo bitolado ou fanático, doentio, como
se já estivesse com os pés na cova, do tipo quase parando, não terá sucesso.
Comparado com ele, aquele que tira notas sufi cientes para aprovação,
mas que está em forma e cheio de vitalidade, tem muito mais chance de
ser bem-sucedido. É o que mostram as estatísticas. Por isso, ser meramente
bom nos estudos não basta – é preciso também ser mentalmente forte. Até
certo ponto, a capacidade mental, a vitalidade e o desejo positivo de
sucesso compensam a falta de inteligência.
Toda manhã,
ao sair da cama, devemos dizer a nós mesmos que vamos fazer o possível
para progredir mais do que no dia anterior, trabalhar melhor, ainda que
só um pouco, aprender mais uma linha do texto ou fazer algo diferente
a fi m de avançar mais um passo. Quem pensa assim desenvolve um ímpeto
que o leva ao sucesso. É como gerar eletricidade própria. Isso também
é questão de hábito.
O importante
é aprender a construir a coragem e tornar-se motivado. Quanto mais cansado
estiver, mais determinação você deve ter de fazer o máximo possível. Se
você disser: “Hoje eu estou cansado demais para fazer qualquer coisa”,
esse será um dia totalmente perdido. Nessas ocasiões, é preciso olhar
no espelho, sorrir e dizer: “Vou tirar o máximo possível do dia de hoje!”
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“O trabalho não é uma coisa que só
fazemos
quando nos sentimos bem. Aquilo que você
consegue realizar quando está na pior condição
é a medida da sua verdadeira capacidade.
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A nossa força
é testada justamente quando nada parece ir bem. Justamente nesse momento
é que devemos trabalhar mais arduamente. O trabalho não é uma coisa que
só fazemos quando nos sentimos bem. Aquilo que você consegue realizar
quando está na pior condição é a medida da sua verdadeira capacidade.
Acumular vigor
mental também exige esforço. Trata-se de uma aptidão que você pode aperfeiçoar
à medida que trabalha para desenvolvê-la. As pessoas crescem através da
disciplina de aumentar a carga que conseguem aguentar. Por isso, devemos
encarar as difi culdades, os fracassos e os reveses como material necessário
para nos fortalecer ainda mais. Quem nunca sofreu torna-se fraco como
os galhos de um salgueiro. Para sermos fortes, nós não podemos ser nocauteados
pelas difi culdades, devemos enfrentá-las e vencê-las.
Se assim agirmos,
as forças mental e espiritual irão crescer dentro de nós. Quando tivermos
adquirido certa quantidade de energia mental e espiritual, na próxima
vez que enfrentarmos a mesma difi culdade, seremos capazes de superá-la
facilmente.
Fim
da palestra deste mês
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Título
original em Japonês: hanseihou-kougi | Copyright ©
Ryuho Okawa 1990
Tradução para o português © Happy Science 2010
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